Santini (E) representará RS na Comissão Mista da Reforma Tributária no Congresso.

 “Devolver o poder de consumo às pessoas é um dos maiores desafios da reforma tributária”, afirmou Santini, que defende isenção do IR para quem ganha até 4 salários mínimos.

O deputado federal Ronaldo Santini é um dos integrantes da Comissão Mista da Reforma Tributária, instalada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em solenidade realizada ontem (19). O colegiado vai contar com 25 deputados e 25 senadores para produzir um texto de unidade nas duas Casas sobre o tema. Os parlamentares terão o prazo de 45 dias para consolidar as propostas no Congresso.

Para Santini, a reorganização da matéria tributária é fundamental para que o país volte a crescer e a gerar emprego e renda. 

“Como tenho dito desde o início do meu mandato nesta Casa, a mãe das reformas neste País é a tributária. A expectativa gerada em todos os brasileiros e brasileiras é muito grande”, destacou o parlamentar que também integra a comissão especial da Câmara (PEC 45/19), que analisa a proposta de reforma tributária do deputado Baleia Rossi (MDB-SP).

O deputado reitera que devolver o poder de consumo aos brasileiros é “um dos maiores desafios da reforma tributária”. E para isso, defenderá, dentro da comissão mista, uma revisão na tabela do Imposto de Renda.

-Simplificar os tributos, desburocratizar os serviços e desonerar, sim, são papéis que a reforma tributária deverá cumprir, mas ela deve responder aos anseios da população, devolvendo poder de consumo às pessoas. Por isso, vou defender, na comissão, a análise da nossa sugestão de revisão na tabela do Imposto de Renda.

Em setembro do ano passado, Santini entregou ao ministro Onyx Lorenzoni uma proposta de correção do IR pessoa física, com base em estudos realizados pela ANFIP. A proposta cria novas faixas de contribuição e isenta quem ganha até 4 salários mínimos, o que hoje corresponderia a R$ 4.156,00.

Proposta de reajuste na Tabela do Imposto de Renda de Pessoa Física entregue pelo deputado Santini ao ministro Onyx Lorenzoni

Na justificativa enviada ao ministro, o deputado argumentou que a tabela do IR conta com uma defasagem média acumulada de 95,46%. Se ela fosse corrigida pela inflação, os contribuintes que recebessem até R$3.689,64, naquele ano, ficariam isentos. Segundo Santini, “essa correção, melhorará o poder de compra dos brasileiros, incentivará o consumo e gerará mais empregos”.

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