Foto reunião no Comando Militar do Sul

Com o intuito de debater os reflexos da greve do caminhoneiros no Rio Grande do Sul, o Parlamento Gaúcho fez algumas sugestões ao Governo do Estado. Destacamos que somos contrários a qualquer tipo de violência e solicitamos que as forças da segurança sejam utilizadas na escolta de produtos, para que não haja o desabastecimento de produtos de necessidade básica.

Também pedimos para que seja realizada alguma forma de desoneração para toda a cadeia que envolve o transporte, como a liberação das cancelas em pedágios estaduais. Junto a isso, sugerimos a redução da incidência do ICMS no preço do diesel. O Governo deve abrir mão de um pouco de receita para não perder a totalidade da receita da área produtiva, que está entrando em colapso.

Com outros parlamentares, estive no Comando Militar do Sul para verificar o andamento do trabalho de monitoramento e identificação de pessoas infiltradas no movimento, que buscam descaracterizar o objetivo principal das mobilizações dos caminhoneiros. Também verificamos que há um processo de negociação e aviso para o encerramento da greve. Primeiro está havendo o diálogo para a liberação das estradas para, só depois, aplicar a multa determinada de R$ 10 mil por dia para os caminhoneiros e de R$ 100 mil por hora a transportadoras.

Percebemos, ainda, que, no início das mobilizações, o apoio inicial era da totalidade da população e, de forma gradativa, foi reduzindo devido aos atos praticados por quem não tem compromisso nenhum com a categoria. São exemplos disso, as torres de alta tensão, que foram cerradas no Paraná; vagões de trens sendo descarrilados; confrontos entre manifestantes e policiais; entre outros.

Mas, nesse cenário, Lagoa Vermelha, mais uma vez, serviu de exemplo para o nosso país, realizando um ato pacífico e ordeiro, abraçando a causa e com o apoio de todos os setores da cidade. Como filho de caminhoneiro dessa terra, defendi desde o início a greve.

Esperamos que o Governo Federal possa atender o mais rápido as demandas solicitadas, já que os problemas são enormes como, por exemplo, no desabastecimento de setores importantes, como hospitais e escolas, e na mortandade de animais. Todos esses prejuízos serão divididos entre nós.

Uma tendência é de que, se o Governo Federal não escolher uma alternativa que atenda de fato às reivindicações, o apoio popular possa se transformar em ira contra aqueles que levantaram a bandeira em favor de toda a população.

Foto: AL/RS

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